
Mesmo não tendo casos identificados no Brasil, a Bahia ampliou as medidas de preparação para uma possível ocorrência da Doença pelo Vírus Ebola (DVE), causada pela espécie Bundibugyo. A iniciativa ocorre após alertas e orientações emitidos por organismos internacionais e pelo Ministério da Saúde sobre a circulação do vírus em países africanos.
Segundo a Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), as ações têm caráter preventivo e fazem parte da rotina de vigilância para situações que possam representar risco à saúde pública.
Como parte desse trabalho, o Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs Bahia) elaborou uma nota técnica voltada para hospitais, unidades de saúde e laboratórios das redes pública e privada. O documento estabelece procedimentos para que eventuais suspeitas sejam identificadas rapidamente e recebam o encaminhamento adequado, caso seja necessário.
Entre as medidas definidas pelo estado estão:
▶️ identificação precoce de casos suspeitos;
▶️ notificação imediata às autoridades de saúde;
▶️ investigação epidemiológica;
▶️ isolamento seguro de pacientes;
▶️ monitoramento de pessoas que tiveram contato com casos suspeitos;
▶️ definição dos fluxos para realização de exames laboratoriais;
▶️ orientação sobre uso correto de equipamentos de proteção individual (EPIs).
O que muda na rede de saúde?
Além da atualização dos protocolos, profissionais da área receberão orientações sobre biossegurança, atendimento de pacientes e procedimentos de transporte seguro. O planejamento também prevê articulação entre serviços de urgência, unidades de referência, laboratórios, Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e Ministério da Saúde para garantir respostas rápidas diante de uma eventual suspeita.
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O Ebola é uma doença viral grave transmitida pelo contato direto com sangue, secreções e outros fluidos corporais de pessoas infectadas e com sintomas da doença, além de materiais contaminados. Os primeiros sinais podem incluir febre, dor de cabeça, dores musculares, calafrios e mal-estar.
A Sesab ressalta que a existência desses protocolos não indica risco imediato para a população baiana, mas faz parte das ações adotadas para que qualquer situação suspeita seja identificada, investigada e acompanhada de forma segura, além de combater boatos e informações falsas sobre a doença.
