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Avanço! - 28/01/2026, 20:00 - Da Redação e Agência Brasil

Anvisa libera empresas para cultivarem plantas da maconha

Também foi autorizada a venda do canabidiol em farmácias

Remédios serão vendidos em farmácias de manipulação
Remédios serão vendidos em farmácias de manipulação |  Foto: Reprodução/TV Brasil

Fica liberada a venda do canabidiol - substância presente na cannabis - em farmácias de manipulação e o cultivo da planta no país, por pessoas jurídicas, voltada para a fabricação de medicamentos e outros produtos aprovados. A decisão foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) nesta quarta-feira (28).

Neste caso, a produção é restrita, compatível com a procura pelos itens e conforme indicado pelas empresas à Anvisa.

A Anvisa pretender criar e coordenar um comitê, integrado pelos Ministérios da Justiça, da Saúde e da Agricultura e Pecuária. Essa instância ficará responsável de de manter ações permanentes de controle e assegurar fiscalização e segurança em todas as etapas de produção.

Permissões

Com a nova resolução do órgão, também fica permitida a comercialização de medicamentos usados via bucal, sublingual e dermatológica.

Também fica permitida a importação da planta ou do extrato para a fabricação de medicamentos.

THC liberado com cautela

Ficou decidido na reunião da Anvisa um limite de até 0,3% de THC (Tetrahidrocanabinol), composto da planta, tanto para materiais importados como para adquiridos. O THC, substância alucinógena da maconha, é usado para tratamento de pessoas que vivem com diversas doenças debilitantes e crônicas.

As mudanças nas regras do uso da cannabis no país atendem a pedido do Superior Tribuna Federal (STF) que, no fim do ano passado, determinou que a Anvisa regulamentasse o uso da planta desde que com fins medicinais.

Otimismo

O mais novo passo na regulamentação da cannabis sativa como medicamento e objeto de pesquisa é recebido com otimismo por parcela significativa das entidades que levantam a bandeira.

Emilio Figueiredo, que participou da criação da primeira associação do país pensada para garantir o acesso de pacientes a medicamentos canábicos, celebra o avanço no debate e na concepção do ato normativo. "Foi muito interessante e surpreendente abrirem para a escuta", afirmou o advogado, observando ser uma iniciativa inédita.

Cofundador da Rede Jurídica pela Reforma da Política de Drogas, Figueiredo aposta em mais lucidez e assertividade sobre as soluções de ampliação do acesso. Ele comenta, ainda, o poder de atração da cannabis em diversos círculos, independentemente da posição política-ideológica, de modo que "a gente não tem nenhum modelo em que as pessoas se reúnem da mesma forma".

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