
Nem bem amanheceu e o MASSA! compareceu na orla do Rio Vermelho para flagrar os momentos de emoção e de muita fé da galera que acordou cedo — ou nem dormiu — para prestigiar a Rainha das águas nesta segunda-feira (2), dia de Iemanjá.
Morador de Salvador, o espiritualista Moisés Macedo, com alegria contagiante, compartilhou a felicidade de estar há mais de 20 anos presente na festa religiosa.
“O momento é de fé, porque para ficar numa fila dessa aqui, tem que ter um pouco de fé. E hoje, o motivo é agradecimento. Todos os anos a gente pede, mas hoje é agradecimento. São 26 anos que venho e todos de benção”, destaca o rapaz, de 61 anos, que iniciou a tradição a partir de influência familiar.

A católica Vilca Nunes foi pela primeira vez sentir a energia do 2 de Fevereiro. Mesmo não tendo ligação direta com Iemanjá, deixou uma mensagem de conciliação:
“Não tenho pedido especial. A ideia é respeitar. Respeitar as diferenças. Além de poder conhecer cada religião.”
Saudade da terrinha
Sueli Roque, de 63 anos, convive com a saudade da terrinha há 19 anos, desde que se mandou para a Bélgica.
“Não sei nem como lhe explicar isso, é uma emoção muito grande, porque 19 anos fora do nosso país, fora da nossa terra, dói demais. Quando a gente quer matar a saudade, aciona a TV”, cita.
Presente no “RV” para pagar uma promessa, que preferiu não contar o motivo, também descreveu a sua história com a Orixá dona do mar:
Quando eu tinha 5 anos de idade, ela [Iemanjá] me salvou e eu a vi me tirando do mar, pois eu iria morrer afogada na praia de Itapuã. Então todos esses anos também agradeço por essa data
“Estarei aqui sempre que eu puder e quando eu não puder em pensamento estarei forte e fé. Então, essa fila aqui não é nada. Eu pegaria lá na barra e viria andando sem problemas. Porque a fé é a fé. E quando eu disse que eu tinha visto a moça de azul me tirar do mar, ninguém acreditou. Disse que eu tava doida. Desde lá, essa ligação é fortíssima. Nela e no meu pai Ogum”, finaliza em entrevista ao MASSA!.

