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União faz a força -

Ambulantes de Salvador criam Associação para 'combater humilhações'

Grupo vai lutar por direitos em conjunto para venda de produtos em festas populares

Da Redação
Da Redação
Criação da Associação aconteceu na última quinta-feira (10), no Sindprev
Criação da Associação aconteceu na última quinta-feira (10), no Sindprev |  Foto: Divulgação

Ambulantes que trabalham nas festas populares de Salvador aprovaram, em assembleia, a criação da Associação das Trabalhadoras e Trabalhadores Ambulantes das Festas Populares de Salvador. A liderança Graziela Santos destaca que o objetivo da associação consiste em defender os direitos dos ambulantes "de uma forma mais organizada" para fortalecer a luta das famílias que precisam trabalhar com a comercialização dos produtos e são fundamentais para a realização dos eventos da capital baiana.

"As festas de rua não existem sem os ambulantes. Nós somos primordiais para que os eventos de rua ocorram e não vamos aceitar que a prefeitura continue nos tratando como coisas, como lixos. As humilhações que passamos no Carnaval do ano passado e em outras festas populares não podemos permitir que continuem. Apenas queremos trabalhar e garantir o sustento das nossas famílias. Por isso, resolvemos criar a Associação para fortalecer a nossa luta”, frisou a ambulante Graziela Santos, durante evento de criação da Associação, na noite da última quinta-feira (10), na sede do Sindprev.

Na ocasião, o movimento lançou a "Carta das Trabalhadoras e Trabalhadores Ambulantes à Sociedade Soteropolitana e à Prefeitura de Salvador". No documento, afirmam que a prefeitura "não aceitou discutir a possibilidade de universalização da isenção da taxa de pagamento que também é um fator de exclusão, principalmente, das pessoas em condições mais vulneráveis; não oferece condições mínimas de higiene pessoal para nossa manutenção ao longo dos dias de festa; não disponibiliza banheiros e pedimos a imediata extinção do RAPA", relatam os ambulantes na carta.

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