
"Viado merece morrer", "desonra da família", "viadinho pão com ovo", "goiabinha". Essas são algumas das ofensas homofóbicas que um homem ouvia em seu ambiente de trabalho, uma loja na Baixa dos Sapateiros, em Salvador. Por conta dessas declarações, ele vai receber R$ 10 mil de indenização após decisão da Justiça.
A vítima sofria as ofensas por parte dos próprios colegas de trabalho, sem que os chefes da empresa fizessem nada para impedir. Com isso, apesar das argumentações da loja, a 2ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (TRT-BA) confirmou a sentença, mesmo que ainda seja possível recorrer.
O funcionário entrou na loja em 2019 e, segundo ele, sofria grande discriminação por ser homossexual. As ofensas preconceituosas eram proferidas por parte de um vendedor e de um repositor, tudo na presença da gerente. Ainda aconteciam ameaças físicas contra ele para toda a situação não ser revelada à chefia.
Com isso, o funcionário procurou a Justiça e a juíza da 34ª Vara do Trabalho condenou a empresa a R$ 10 mil de indenização por danos morais. A loja recorreu e o processo foi remetido à segunda instância da justiça trabalhista, que manteve a sentença.
