
Os motoristas que precisaram abastecer os veículos nesta terça-feira (10), em Salvador, se depararam com um novo aumento de combustível. Em menos de 24 horas, o preço da gasolina comum rompeu a barreira dos R$ 7 na capital da Bahia.
O aumento tem sido acompanhado de perto pelo Grupo A TARDE e reflete a extrema volatilidade do mercado internacional após o barril de petróleo atingir o pico de US$ 120 devido ao agravamento dos conflitos no Oriente Médio.
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Salto nas bombas
A rapidez do repasse impressiona e destaca que não há estabilidade. O Grupo A TARDE monitorou postos estratégicos e constatou aumentos expressivos entre segunda (9) e terça (10).
Av. Juracy Magalhães Júnior (Posto BR): saltou de R$ 6,91 para R$ 7,13 (alta de R$ 0,22).
Av. Tancredo Neves (Posto Escola BR): saltou de R$ 6,59 para R$ 6,99 (alta de R$ 0,40).
Próximo ao Shopping Sumaré (Posto Shell): saltou de R$ 6,58 para R$ 6,78 (alta de R$ 0,20).
Raio-X do levantamento dos 7 postos visitados
Além dos aumentos imediatos, a reportagem mapeou outros pontos da capital para auxiliar o consumidor na busca pelo menor preço:
Av. Juracy Magalhães Júnior (Posto BR): R$ 7,13;
Av. Tancredo Neves (Posto Escola BR): R$ 6,99;
Rótula do Abacaxi (Posto Metrô/Santa Teresa): R$ 6,79;
Shopping Sumaré (Posto Shell): R$ 6,78;
Ogunjá/Gameleira (Posto Petrobahia): R$ 6,59 (referente à última coleta);
Cidade Jardim (Posto BR): R$ 6,57 (referente à última coleta);
Ogunjá/Vasco da Gama (Posto Zeus/Larco): R$ 6,53 (referente à última coleta).
O que diz a Acelen?
O Grupo A TARDE entrou em contato com a Acelen, gestora da Refinaria de Mataripe, e questionou a velocidade do reajuste nas bombas. A empresa afirmou que sua fórmula é transparente e baseada no Preço de Paridade de Importação (PPI).
Segundo a refinaria, o repasse imediato das variações do petróleo e do câmbio é o que garante que não haverá desabastecimento na Bahia.
Sobre a utilização de petróleo nacional, a empresa foi enfática: mesmo o óleo extraído no Brasil é precificado com base nas cotações globais, pois poderia ser exportado.
"Os critérios refletem o custo de reposição e de oportunidade do petróleo no mercado internacional", destacou a companhia.
Biocombustíveis
Como estratégia de longo prazo, a Acelen mencionou o investimento de cerca de US$ 3 bilhões (R$ 12 bilhões) na produção de biocombustíveis a partir da macaúba.
O projeto visa diversificar a matriz energética e reduzir a dependência regional das crises no Oriente Médio, embora o impacto imediato para o motorista ainda dependa da matriz fóssil internacional.
