
O trio centopeia era só animação na abertura oficial do Carnaval de Salvador, nesta quinta (27). Há exatos sete anos, os amigos Marcos Santiago, 42 anos, Adailton Pereira, 34, e Adriano Aguiar, 40, decidiram que não sairiam mais em blocos e, de lá para cá, só curtem o Carnaval de Salvador na pipoca, irreverentemente, fantasiados.
"A gente decidiu não sair mais em blocos para economizar. O dinheiro que a gente gastava com blocos, agora a gente gasta fazendo as fantasias e, ainda sobra para a cerveja", explicou o doceiro Marcos.
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Para o primeiro dia de folia, o trio escolheu se fantasiar de Xuxa e Paquitas. Os trajes para os próximos dias também já estão prontos. Eles ainda vão desfilar na avenida vestidos de Chaves, Mário Bros e Luigi, Palhaços, Emília, Freiras e Egípcios.
"São seis fantasias, uma para cada dia. A gente define o tema e nos mesmo costuramos. Começamos a fazer em janeiro, mas já estão todas prontas", revelou o autônomo Adriano.
Outro trio que também era pura energia na Avenida, era o formado pelo advogado Emerson Carvalho, a psicóloga Cristine Rapagna e o mestre de obras Francisco de Moura. Turistas de Santa Catarina, eles estão em Salvador, desde a quinta-feira (20) passa, e, na abertura do Carnaval, escolheram o bloco 'Uau', puxando pela cantora Mari Antunes, para se divertirem no Circuito Dodô (Barra/Ondina).

"Há sete anos que não venho aqui. Estava precisando disso. O Serasa e o Caps querendo me levar, mas quem está aí", brincou Emerson.
Os amigos pretendem ficar na capital baiana até esta sexta (28) e depois vão seguir para Recife. "Estive aqui, há muitos anos atrás. Estou voltando agora e estou amando. Já vamos embora, para curtir o Carnaval em Recife. Mas, com certeza, o daqui é o melhor", declarou a psicóloga.
Diante de tanta vibração, fica a certeza de que, não importa se na pipoca ou no bloco, se de abadá ou fantasiado, o Carnaval de Salvador é lugar de todos.