Mais um Carnaval chegou e muito se fala nos artistas favoritos, nas pipocas que serão 'puladas' e até qual vai ser a cerveja adotada para curtir os seis dias de folia. No entanto, a maratona também precisa de outras atenções.
Sempre perto do povão, o MASSA! preparou um guia de 'primeiros-socorros' para quem deseja quebrar e amassar na avenida. Dentre as dicas, há opções de rango, local para largar o nº 2, e até as dicas para garantir uns 'amassos' em meio à profanidade.
Para passar a ideia de como lidar com os momentos delicados, a reportagem bateu um papo com diferentes gerações da folia momesca, a fim de esclarecer situações delicadas.
A 'larica' bateu
Não tem jeito, nem só de cachaça vive o folião. Um dos grandes medos da galera é a comida. As opções até não faltam, mas a confiança de que é tudo limpinho e fresco falta e muito. No entanto, não tem para onde correr e o jeito é se jogar.
Com 22 anos e 15 de folia, o fotógrafo e estudante João D'aébs compartilhou sua experiência. Apesar de ser morador da Barra e poder recorrer à sua casa, ele disse que quando a fome está muito grande, corre para as ruas atrás do circuito e aprecia as opções dos food trucks, principalmente o pirão de aipim. Ele ainda justificou que a opção escolhida sustenta legal a curtição.
Já a pedagoga Larissa Seixas, de 28 anos, moradora do Resgate, vai à avenida desde os 13 e prefere não arriscar, optando por se garantir em um hambúrguer do Red Burguer, que fica na Barra.
A voz da experiência do aposentado Paulo Sérgio Farias, de 72 anos, que brota no Carnaval desde os anos 80, não costuma gastar com comida na rua e prefere sair de casa já abastecido, deixando espaço apenas para a bebida.
Date com a cremosa ou o cremoso
Vai ter música, dança e resenha? Sim, mas também não pode faltar beijo na boca. É nessa que a galera já fica ligado em como tirar o atraso de um ano todo e se joga sem medo de julgamentos.
Atualmente namorando, João passou a visão, mas como um treinador, que não 'entra mais em campo', porém, que ainda assim, passa o caminho da felicidade. As dicas foram duas:
1️⃣ "Hoje em dia, estrategicamente falando, eu diria que é o Palco Beats. Porque tem aquela aglomeração de gente, vários rostos para dar uma olhada, ver o que te agrada mais, dá para trocar aquela aquela trocada de olhar e não tem a agonia do trio estar andando. O palco beats tem um DJ, tem aquela energia, aquela alegria, está ali paradinho, pô, dá para você chegar na paz de Deus".

2️⃣ "Eu, particularmente, não era fã de pegar gente em trio. O entre trios é o melhor momento. Aquele momento que o trio passou, está vindo o outro atrás, tem aquele vácuo para 'trabalhar' melhor. Querendo ou não, o trio fica muito apertado. Tem que estar esperto. É muito melhor, você que está querendo dar uns amassos, É esperar o trio passar um pouco e pegar aquele fundo do trio".
Aquele momento que o trio passou, está vindo o outro atrás, tem aquele vácuo para 'trabalhar' melhor
Já Larissa disse que não tem muita conversa para beijar. Gostou, pegou. No entanto, disse que os trios comandados por Durval Lelys e Timbalada têm um tempero especial. Paulo também compartilhou da mesma opinião sobre a banda percussiva e ainda indicou o Cheiro de Amor.
Bater o cagão
Ninguém deseja, mas pode acontecer. No pula-pula do Carnaval, o rango pode bater errado e gerar uma confusão, não na cabeça, na barriga mesmo. Na multidão de gente e longe de casa, o que fazer?
Tanto Larissa quanto João passaram o segredo de colar nos banheiros climatizados que ficam próximos ao Shopping Barra, principalmente para as mulheres. Contudo, o fotógrafo fez o adendo de não dar tempo e foi sincero.
"A ocasião faz o ladrão. Tem a maré de vazante aí inteira para poder se resolver. Porque quando a necessidade bate, não tem muito o que fazer. Então, para mim, a primeira opção é essa, de ir nesses banheiros climatizados, que são bons, mas se a por** apertar mesmo, velho, vai no mar", compartilhou em meio às risadas.
Mas se a por** apertar mesmo, velho, vai no mar
Em 2025, a Empresa de Limpeza Urbana de Salvador (Limpurb) disponibilizou 3,3 mil banheiros químicos distribuídos em 160 pontos espalhados pelos circuitos da festa. Além disso, foram instalados 90 contêineres climatizados, equipados com ar-condicionado e chuveiros, voltados especialmente para os ambulantes. Esses equipamentos estavam distribuídos em 22 locais estratégicos.

Muvuca de lei
Quem gosta do aperto, do balanço gostoso do Carnaval de Salvador, vai gostar de acompanhar os artistas que colocam o chão trêmulo. Diante disso, os foliões raízes passaram a ideia, porém com recomendações de ter a malandragem para pegar a visão:
➡ Paulo: Bell Marques, Timbalada e Ivete Sangalo;
➡ Larissa e D'aébs: BaianaSystem e Igor Kannário.

Se ligue nas opções de transportes
Os ônibus terão uma operação especial para quem pretende ir à folia de transporte público. Os carnavalescos vão poder pegar a linha Lapa – Calabar '0800', na Estação da Lapa, na plataforma F, localizada no subsolo, para ir direto ao circuito da Barra/Ondina.
Principais pontos de ônibus nos circuitos:
➡ Av. Centenário / Calabar;
➡ Av. Anita Garibaldi (sentido Rio Vermelho, faixa à direita, após a saída da ➡ Av. Milton Santos, e no sentido Barris, próximo ao Edf. Alexandre Fleming)
➡ Av. Reitor Miguel Calmon (sob Viaduto Menininha do Gantóis, sentido Comércio);
➡ Praça Cayru (ao lado do Elevador Lacerda);
➡ Av. Reitor Miguel Calmon (após Colégio Odorico Tavares, sentido Garibaldi).
Todos os circuitos terão pontos específicos para embarque e desembarque de táxi ou carros de aplicativo.
*Sob a supervisão do editor Pedro Moraes