
O incidente com o trio da banda Pagod’art, ocorrido no último sábado (7), quando parte do trio do grupo cedeu durante percurso do Furdunço, em Salvador, aumentou o alerta dos órgãos de segurança e fiscalização no que diz respeito às ações de inspeções dessa e de outras estruturas que podem apresentar riscos aos foliões e trabalhadores.
Para o tenente Caio Falcão, integrante do Comando de Segurança Contra Incêndio (CSCI), do Corpo de Bombeiros Militar da Bahia, respeitar o limite de pessoas em cima do trio, assim como outras regras de segurança, são fundamentais para evitar tragédias durante as passagens dos trios no período momesco.
”Na verdade, tudo começa do poder de polícia, que é o poder do Estado de restringir a liberdade dos particulares em certos pontos para proteger a vida e a integridade dos próprios particulares. Então, tem que ser uma via de mão dupla. Tanto o Estado tem que fazer a sua parte, como vem fazendo, como a população também precisa ajudar. Mesmo que o dono do trio tenha a obrigação de colocar um brigadista, a população tem a obrigação, também, de obedecer às ordens e às dicas de segurança. Já há algumas semanas que o Corpo de Bombeiros está com uma equipe grande no Parque de Exposições, vistoriando dezenas de trios, então, todos os veículos são vistoriados”, declarou.
Ainda em entrevista ao MASSA!, o oficial destacou que a corporação tem uma norma específica para descrever, em detalhes, as regras de segurança que os trios elétricos e veículos congêneres precisam obedecer para resguardar a integridade dos foliões (extintores, guarda corpo, placas de sinalização, iluminação e escadas de emergência, proteção de pneus, brigadistas dentre outros). “A população precisa colaborar, conhecer tais medidas e atuar, de fato, em conjunto para que surtam o efeito adequado. É importante evitar se debruçar em estruturas, locais com possibilidade de esmagamento, bem como localizar escadas e saídas de emergência e, principalmente, respeitar as instruções dos brigadistas treinados ali presentes”, alertou.

Força-tarefa para fiscalizar cumprimento de protocolos
A prefeitura de Salvador, por meio da Secretaria de Desenvolvimento e Urbanismo (Sedur), e outros órgãos, assim como nos anos anteriores, desencadeou uma força-tarefa para alinhar medidas que possam evitar acidentes e reforçar os protocolos de segurança dos trios que vão atuar no Carnaval da capital baiana.
Quem explica mais sobre a iniciativa é o secretário da Sedur, Sosthenes Macedo. “Engenheiros, arquitetos da Sedur, do CREA vão observar se a anotação que foi feita pelo técnico está correta de acordo com a quantidade de pessoas que estão naquele espaço. A Codesal, por sua vez, também faz essa análise, observando o risco da notificação e a Sedur fazendo até mesmo, se necessário for, o embargo para que aquele trio, aquela estrutura, não percorra o percurso gerando risco”, esclareceu.
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Sosthenes garantiu que, embora tenha apresentado problemas, o trio da banda Pagod’Art passou por todos os trâmites de fiscalização antes de seguir para o circuito. “O trio que teve o problema e outro que porventura venha acontecer, passou pela vistoria e estava tudo ok, mas o uso inadequado durante os festejos podem contribuir para a situação de risco. Aproveitamos esse momento para fazer esse apelo aos produtores, que são parceiros da festa, até porque, ninguém está aqui para apontar dedos, buscar culpados, mas para somar parcerias para que os festejos do carnaval aconteçam com a segurança devida”, alertou.
O titular da Sedur também garantiu que as ações de fiscalização também são realizadas em camarotes e outras estruturas montadas para o Carnaval que, de alguma forma, podem apresentar risco à população.
