
Durante o segundo dia de Palco do Rock, neste domingo (2), uma coisa chamava a atenção de qualquer um que passasse. Para não precisar se preocupar com a logística de voltar para casa, uma parte do público decidiu acampar no espaço do evento. Diversas barracas foram montadas próximo a área do palco por baianos que desejam curtir os quatro dias de festa.

A maioria das pessoas que optaram por 'morar' no festival estavam em grupo. Esse é o caso de Matheus Andrade, 27, que decidiu viver a experiência de acampar no evento ao lado de sua esposa e filho. "É massa porque tem a galera reunida, todo mundo de boa, sem perigo. Em dias normais eu não estaria aqui, mas como hoje é Palco do Rock tá de boa", explicou em entrevista ao MASSA!.
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Morando atualmente em Camaçari, Matheus explica que a prática de acampar em lugares diferentes não é algo recente. A família vive de forma nômade, viajando por diferentes cidades do país. "A nossa vida é essa. A gente só tá parado agora porque ele [filho] está estudando, mas normalmente a gente vive viajando", completou.
A decisão de acampar no evento aconteceu por influência de amigos que também curtem o evento. "A galera chamou, uns amigos nossos que já vieram antes e falaram que era de boa", completou. Amante do PdR, Matheus afirma que o festival é uma oportunidade para encontrar com velhos conhecidos. "A galera mais alternativa se reúne aqui, eu vejo amigos que não via há muito tempo. É um evento e tanto da galera da galera alternativa, do rock", continuou.
Um dos principais argumentos usados por quem escolhe acampar no evento é a segurança. Quem dorme no festival defende que a experiência é super tranquila. "Não tem confusão, não tem nada, aqui é segurança total. Eu, como mulher, digo que me sinto super confortável em estar no Palco do Rock", garantiu Lorena Galvão, 34, moradora de Stella Maris.
Frequentando o evento há 14 anos, Lorena também começou o hábito por influência de amigos. Hoje em dia, ela afirma que a prática serve como uma forma de conhecer novas pessoas. "Tem a galera que já conhecemos e a gente acaba conhecendo outras pessoas, da mesma tribo que a gente. A gente se sente confortável e entre família", afirmou.
