
Um dos suspeitos das mortes do vereador de Santo Amaro, no Recôncavo Baiano, Gleiber Júnior (Avante), e de seu assessor, Diego Castro, foi solto nesta semana após decisão judicial. O jovem, de 20 anos, havia sido preso em fevereiro deste ano e, de acordo com a Polícia Civil, durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão em sua residência, foram apreendidos um revólver calibre .28, munições, coletes balísticos e um aparelho celular.
No pedido de revogação da prisão temporária protocolado na Justiça, ao qual o portal MASSA! teve acesso, a defesa de Fabrício de Jesus Santana sustentou que não existem provas concretas de sua participação no duplo homicídio.
A PC apontou como principal evidência a conexão do aparelho celular do suspeito a uma estação rádio-base em Santo Amaro, próxima ao local do crime. Os advogados, no entanto, afirmaram que a mesma antena também cobre a região onde Fabrício reside e que, por isso, o registro não seria suficiente para colocá-lo na cena do crime.
Luto pela perda de dois filhos
Além disso, a defesa argumentou que há inconsistências entre os horários atribuídos ao investigado e a dinâmica do crime. Também foi alegado que o jovem enfrentava um período de luto pela perda de dois filhos recém-nascidos, circunstância que, segundo os advogados, seria incompatível com a participação em um homicídio planejado.
Em relação aos objetos apreendidos na residência de Fabrício, a defesa afirmou que o colete encontrado era utilizado em atividades de vigilância privada. Já as réplicas de armas apreendidas, segundo a defesa, pertenciam a um adolescente da família e teriam sido produzidas para uma apresentação escolar.
Relembre o caso
As mortes do vereador e de seu assessor ocorreram no dia 9 de novembro, em um sítio na zona rural de Santo Amaro. Os dois foram encontrados baleados e sem vida na propriedade pertencente à família do parlamentar. Além de Fabrício, também foi preso outro assessor, identificado como Edmar Oliveira de Brito, de 41 anos.
