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Sáb, 30/11/2019 | Atualizado em: 30/11/2019 às 05h05


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Amizade dá lugar a crime macabro

ANDREZZA MOURA
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A vítima foi agredida com uma joelhada, caiu, bateu com a cabeça no chão e, já quase desacordada, levou diversas pauladas. Horas depois, o suspeito constatou sua morte. Então, na madrugada do dia seguinte ao crime, colocou o corpo inerte em um tonel de zinco. Em seguida, rolou o barril até a praia, o amarrou em um barco e o puxou mar adentro até uma praia vizinha, onde o abandonou nas águas. Até hoje, o tonel está submerso.

Essa história até parece enredo de filme policial. Mas, infelizmente, não é. Esses detalhes fazem parte do depoimento do marinheiro Sebastião Conceição Oliveira, 45 anos, o Bastião, ao confessar como matou e ocultou o corpo do amigo, o também marinheiro Ednilton Souza dos Anjos, 45, o Nem, na manhã de 5 de junho deste ano, no bairro do Lobato, no Subúrbio Ferroviário.

Bastião foi preso na quinta-feira (28), na Rua Pedro Rocha Filho, no Lobato, a poucos metros da casa onde mora e onde cometeu o crime. Ele estava com a prisão temporária em aberto.

Durante o depoimento à delegada Pilly Dantas, da 3ª Delegacia de Homicídios Baía de Todos-os-Santos (DH/BTS), do Departamento de Homicídios (DHPP), Bastião revelou que matou Nem a pauladas durante uma discussão por causa de R$ 3 mil que havia tomado emprestado da vítima e após ser ameaçado pelo amigo.

Nem foi morto no porão da casa de Bastião e o corpo, após ser colocado no tonel, foi deixado no mar da praia da Ribeira, na Cidade Baixa, e, até ontem, não havia sido localizado.