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Sex, 29/11/2019 | Atualizado em: 29/11/2019 às 05h05


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Balaços Curiosidade foi fatal pra mulher

Andrezza Moura
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Há oito anos, a empregada doméstica Célia Regina Alves Ferreira, 55 anos, acordava por volta das 5h da manhã, organizava algumas coisas, se arrumava e saía de casa, na Travessa Helenita Miranda, no Vale da Muriçoca, Engenho Velho da Federação, às 6h30, para ir trabalhar no Stiep. Ontem, como de costume, seguiu a mesma rotina, mas, por algum motivo, decidiu sair um pouco mais tarde.

Quando, finalmente, por volta das 6h50, resolveu ir trabalhar, ouviu o barulho de tiros vindo da rua e, por curiosidade, se debruçou na janela do quarto, no primeiro andar da residência, para observar o que acontecia. Neste momento, foi atingida com um tiro na cabeça e morreu na hora, na frente do neto de 7 anos.

O tiro que acertou fatalmente a doméstica foi deflagrado por um dos cinco homens que executaram Felipe Santos da Silva, 28, o Felipe Macaco, a poucos metros da casa dela. Segundo uma fonte policial, Felipe, que era o alvo dos criminosos, tinha envolvimento com o tráfico de drogas no Vale da Muriçoca e exercia grande influência na localidade.

Ainda conforme o policial, dois dos cinco assassinos foram reconhecidos como sendo antigos moradores do bairro e ex-comparsas de Felipe Macaco. "Nino e Felipe Cérebro eram comparsas de Macaco. Eles brigaram e estão homiziados (escondidos) na Gamboa (bairro). Todo mundo era do BDM (facção Bonde do Maluco), mas teve um racha", revelou a fonte, sob anonimato.