Nas Ruas

Qua, 27/11/2019 | Atualizado em: 27/11/2019 às 16h38


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Cavado feroz Fenômeno meteorológico deixa Salvador com a 'cara' de Veneza

Raul Aguillar
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Na tarde de ontem, a Prefeitura de Salvador realizou uma coletiva de imprensa para fazer um balanço sobre as ações de combate aos danos causados pela chuva. Na mesa estavam o prefeito ACM Neto, o vice-prefeito e secretário de Obras de Salvador, Bruno Reis, o diretor-presidente da Defesa Civil, Sosthenes Macêdo, entre outros secretários.

Neto afirmou que um fenômeno meteorológico chamado Cavado foi o motivo da forte chuva que atingiu Salvador, durante a manhã, gerando 278 ocorrência até as 16h de ontem. Em três horas, das 7h às 10h, choveu 170 milímetros, acima da média esperada para o mês de novembro, que era de 103 milímetros.

O prefeito de Salvador disse que o pico da chuva aconteceu na periferia, onde também ocorreu o maior número de remoção de moradores. "Chegamos a ter um pico de 258 milímetros na região da Liberdade e São Caetano, que tiveram os maiores níveis de chuva. Na manhã de hoje (ontem), nós mudamos o alerta para risco muito alto e acionamos as sirenes", revelou o chefe do executivo municipal.

Diante das ocorrências registradas na manhã de ontem, o prefeito garantiu que a prefeitura focou nos locais com risco de deslizamentos. "Nossa preocupação, eu sei que o problema de alagamento é muito sério, mas a minha preocupação fundamental quando acontece uma coisa como essa é de deslizamento de terra, em função da topografia de Salvador. A nossa preocupação fundamental, seguindo o protocolo que nós temos na Defesa Civil, está concentrada nas áreas de maior risco. Tanto que, nunca houve, foi a primeira vez que acionamos dez das 11 sirenes que temos na cidade. Porque nessas áreas de maior risco foram onde houve maior concentração de chuva", disse Neto.