Viver Bem

Qua, 27/11/2019 | Atualizado em: 27/11/2019 às 16h38


Viver Bem

Pele sofre com o vaporizador

Gabriel Conceição
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O uso de cigarros eletrônicos tem aumentado e muito nos últimos anos. Diferentemente dos convencionais, eles não possuem compostos químicos como monóxido de carbono e alcatrão, alguns dos principais causadores de doenças pulmonares.

Mesmo assim, o uso desses vaporizadores faz tão mal ao organismo quanto o cigarro convencional, pois seu consumo pode gerar graves problemas, principalmente à pele.

Segundo o dermatologista Heitor Ferreira, o fumo está totalmente relacionado ao envelhecimento precoce e tem ação direta no surgimento de rugas e manchas, perda de elasticidade e flacidez.

Além disso, o consumo do cigarro eletrônico pode causar doenças como dermatite, câncer de boca e queimaduras na mucosa oral, além de dependência química.

"O uso do cigarro eletrônico vicia tanto quanto o convencional, pois ambos contêm nicotina e diversas outras substância extremamente tóxicas ao corpo", contou o médico.

"Fumar ataca as fibras elásticas da pele e diminui a passagem de oxigênio e nutrientes aos tecidos da pele e cabelo. Diversas manifestações dermatológicas, como estomatite (inchaço e feridas no interior da boca), dermatite, coceira, vermelhidão na boca e nos lábios e queimaduras na mucosa oral podem aparecer devido ao seu uso", complementou.

O uso dos vaporizadores pode aumentar o risco de infarto agudo do miocárdio e de doenças respiratórias pulmonares, como a asma. Evite-o e procure alternativas de tratamentos para largar o vício.