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Sex, 15/11/2019 | Atualizado em: 15/11/2019 às 04h05


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Encontro Lula inicia giro pelo Nordeste

Aparecido Silva e Raul Aguilar
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O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez ontem, seu primeiro pronunciamento para o partido, durante a reunião da Executiva Nacional do PT, em Salvador. Em meio a discussões de que o PT poderia compor candidaturas de outras siglas de esquerda nas eleições municipais, Lula disse que a legenda "não nasceu para ser partido de apoio".

O líder petista afirmou, ainda, que o partido não precisa fazer nenhuma autocrítica. Durante discurso, ele citou praticamente todos os possíveis candidatos à presidência em 2022, com críticas e ironias ao presidente Jair Bolsonaro, ao governador de São Paulo, João Doria (PSDB), e ao apresentador Luciano Huck.

Lula voltou a ligar o nome do presidente ao de milicianos e ao assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) e do motorista Anderson Gomes. "Bolsonaro, não pense que eu quero brigar com os milicianos. Não quero, essa briga resultou na (morte de) Marielle".

Lula criticou a condução econômica do governo federal e atacou o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro. "Eu poderia ter ido para uma embaixada, mas tomei a decisão de ir para pertinho do Moro, para provar o canalha que ele foi ao me julgar", afirmou Lula, em referência à sentença no caso do triplex do Guarujá, na qual o petista foi condenado por corrupção e lavagem de dinheiro.

Para o ex-presidente, o objetivo da operação era tirar o PT da presidência. "Não quero me vingar de ninguém. Eu vou viver um pouco mais, porque hoje está claro na minha cabeça o que foi a Lava Jato e o porquê de tanta estigmatização e ódio ao PT. (...) Eles julgaram o meu mandato e não a mim".