Viver Bem

Ter, 10/09/2019 | Atualizado em: 10/09/2019 às 07h53


Viver Bem

Câncer comum entre os homens

gabriel conceição*
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Embora represente apenas 1% dos tumores que afetam os homens, o número dos casos de câncer de testículo, órgão que é responsável pela produção dos espermatozoides e da testosterona – o famoso hormônio sexual masculino –, tem aumentado nos últimos anos.

Segundo dados do INCA (Instituto Nacional do Câncer) e da Sociedade Brasileira de Urologia, o câncer de testículo é a neoplasia mais comum em homens entre 20 e 40 anos e corresponde a 5% do total de casos de câncer nos homens brasileiros.

"O câncer de testículo pode pertencer a dois tipos, que é o tumor germinativo não seminomatoso, o mais agressivo, e o tumor seminomatoso, de crescimento mais lento. A principal característica do tumor é a presença de massa escrotal ou de um nódulo endurecido e indolor no testículo, situado com mais frequência do lado direito e encontrado na palpação", explicou o urologista Augusto Basílio.

Ainda não se sabe o que realmente causa esse câncer, mas alguns fatores de risco podem estar relacionados com o seu surgimento.

De acordo com o urologista, um desses fatores é a criptorquidia, que é a permanência do testículo fora da bolsa escrotal depois do nascimento. No entanto, síndromes genéticas e traumas crônicos também podem contribuir para o surgimento da patologia.

"Apenas alguns pacientes manifestam dor aguda nos testículos provocada por hemorragia interna nesse órgão. Dor nas costas, tosse e edema podem ser sinais de metástases resultantes da progressão da doença", contou Augusto Basílio.

A suspeita de câncer de testículo pode ser confirmada durante o autoexame (palpação) ou em uma consulta médica de rotina.

Por isso, a realização de um check-up geral de período a período é fundamental, pois um diagnóstico precoce pode resultar em melhores resultados.

*Sob a supervisão do jornalista Tiago Lemos