Viver Bem

Qui, 29/08/2019 | Atualizado em: 29/08/2019 às 04h04


Viver Bem

Mulher também sofre com disfunção

gabriel conceição*
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nalmassa.com.br

A disfunção sexual é muito conhecida por afetar homens de diversas idades. Esse problema também ocorre com as mulheres, mas de forma diferente.

Geralmente, homens que apresentam disfunção sexual sofrem com problemas de ereção ou ejaculação precoce. Já o distúrbio nas mulheres pode surgir de diversas maneiras, como falta de desejo sexual, dor durante o sexo, problemas psicológicos, dificuldade em ficar excitada, incapacidade de atingir o orgasmo, uso de drogas ou álcool, histórico de abuso sexual, insatisfação com o parceiro causada por ejaculação precoce, disfunção erétil masculina e, até mesmo, a falta de diálogo entre o casal sobre as preferências de cada um na hora do ato sexual.

"A disfunção sexual pode ter várias formas e manifestações. Vai desde a dispareunia (dor que ocorre durante o ato sexual), passando pelo vaginismo, até a anorgasmia (quando a mulher não consegue chegar ao orgasmo). Vários fatores estão envolvidos e o tratamento vai depender diretamente da causa", explicou a ginecologista Marisabel Boere.

A disfunção sexual acomete diversas faixas etárias e impacta diretamente na qualidade de vida das mulheres. De acordo com a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), estima-se que 43% das mulheres terão algum tipo de disfunção sexual ao longo da vida.

Porém, a cura desse problema existe. Para ser alcançada, é preciso que consultas multidisciplinares com o ginecologista sejam realizadas, o que vai possibilitar o tratamento de possíveis causas orgânicas e psíquicas.

"Seja qual for o problema, sempre tem tratamento, mas é importante que haja um boa relação entre o médico e a paciente para que esse tema possa ser conversado sem muito tabu. Converse com seu médico", aconselhou a ginecologista Marisabel Boere.

* Sob a supervisão do jornalista Tiago Lemos