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Seg, 12/08/2019 | Atualizado em: 12/08/2019 às 04h03


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Capoeira 'salva' comunidade

gabriel conceição*
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almassa.com.br

Através da capoeira, o Agente de Atendimento e Segurança (ASS) do metrô, Danilo Santos de Oliveira, está transformando a vida de crianças e adolescentes do bairro de Cosme de Farias, em Salvador. Em um projeto totalmente voluntário, o "Capoeira Comunidade" completou sete anos desde sua formação e hoje já reúne cerca de 45 alunos de todas as idades e gêneros. No entanto, ao longo do tempo, o programa beneficiou mais de 100 jovens, com o objetivo de desviá-los do caminho das drogas e traçar novas metas de vida.

Sempre apaixonado pela arte, Danilo, que é fruto de projetos sociais como este, enxergou a necessidade de dar inspiração e ensinamentos a jovens que não têm tanto acesso a uma boa educação, esporte e lazer. Além disso, o professor tenta manter a história da capoeira viva passando-a de geração para geração.

"Eu iniciei na capoeira com 10 anos de idade e passei por trabalhos sociais de capoeira ao longo da minha vida, sendo a última o 'CTE Capoeiragem'. Então, eu sou um fruto destes projetos e resolvi passar adiante o que eu aprendi com os meus mestres para que outros jovens tenham essas oportunidades que tive e que me fez ser um ser humano melhor. É a tradição da capoeira, passar os ensinamentos ao próximo", explica o capoeirista.

Para dona Rita Andrade, avó do pequeno Breno Santana, de 7 anos, o projeto tem sido muito benéfico para todos da comunidade. Ela, inclusive, percebeu esta mudança no próprio neto, que hoje é um apaixonado pelo esporte. "A capoeira ajuda tanto meu neto como me ajuda. É ótimo vê-lo aqui, disposto, treinando e se divertindo. Venho em todos os treinos para acompanhar ele e assistir também. Nos dias que tem aula aqui, ele fica ansioso para vir logo. Isso é uma oportunidade e tanto para todos os jovens, aqui é um novo caminho", aponta a vovó.

Em uma academia cedida pelo amigo e professor de boxe, Elber Passos, as aulas de capoeira, ministradas pelo professor Danilo Santos, acontecem todas às terças e quintas-feiras, das 10h e às 14h. Para participar do projeto, o jovem tem que estar matriculado em uma rede de escola pública.

*Sob a supervisão doeditor Léo Santana