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Sex, 19/07/2019 | Atualizado em: 19/07/2019 às 08h00


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Técnicos 'locais' quebram tabu

Levy Teles
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Pela primeira vez em 21 anos, a Copa Africana de Nações tem uma final 100% africana no comando das equipes. Em reedição de confronto da fase de grupos, Argélia e Senegal fazem a decisão hoje, às 16h, com dois treinadores nascidos no continente.

Se no banco a África Raiz será sentida por local de nascimento, em campo ela se fará presente pelas origens e escolhas. Afinal, a decisão será composta por muitos jogadores binacionais. No lado senegalês, nove dos 23 jogadores nasceram na França e optaram pela seleção africana. É o caso de Kalidou Koulibaly, zagueiro do Napoli. Nascido na francesa Saint-Dié, cresceu num bairro repleto de outros senegaleses, turcos e marroquinos.

Na Argélia, 15 dos 23 atletas têm nacionalidade argelina e francesa A maior estrela do time, Riyad Mahrez, atacante do Manchester City, nasceu em Sarcelles, na França. Seu pai é argelino e sua mãe tem descendência marroquina e argelina. Eles costumavam levá-lo com frequência, durante sua juventude, ao país do norte da África.