Te Contei?

Seg, 08/07/2019 | Atualizado em: 08/07/2019 às 04h02


Te Contei?

Temporal de emoções no Pelô Galera se reúne e vibra com a Seleção

Euzeni Daltro
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A chuva motivou o cancelamento de dois shows que seriam realizados ontem, no Largo Quincas Berro D'Água, no Pelourinho, mas não impediu o povo de ir torcer pela Seleção Brasileira na final da Copa América, contra o Peru. Nos diversos bares do Quincas Berro D'Água, a certeza da vitória do elenco brasileiro circulava entre a torcida.

As irmãs Izoldineth Araújo Nogueira, 54 anos, e Izoldilea Nogueira Rodrigues, 51, são do tipo de torcedoras que compram camisa, enfeitam a casa, choram de tristeza e alegria, a depender do resultado da partida. Dizem com orgulho que elas, os seis irmãos e a mãe, Maria José Nogueira, 74, herdaram do pai, Alfredo Nogueira, esse amor pelo futebol e pela Seleção.

"A gente tem essa tradição de torcer de verdade pela Seleção Brasileira, de vibrar, de ouvir o hino nacional e colocar a mão no peito. Papai era obcecado pela Seleção. Ele passou isso para a gente e a gente passou para nossos filhos", afirmou Izoldineth.

As irmãs e a mãe são de São Luís, no Maranhão, e estão em uma excursão pelo Nordeste com um grupo formado por 50 pessoas. Ontem, todos se reuniram no Bar Habeas Corpus para assistir à final.

"A nossa relação com a Seleção é de amor, paixão, arrepio, emoção. Estamos em Salvador, mas nos programamos para ver o jogo. Colocamos a camisa na bolsa e procuramos um lugar para assistir. Nosso pai era muito apaixonado por futebol e passou isso para a gente", disse Izoldilea.

Seu Alfredo faleceu há cinco anos e nem chegou a usar uma camisa da Seleção branca e azul que dona Maria José havia comprado para ele. Uma delas iria usar essa camisa ontem, em homenagem ao pai, mas desistiram da ideia ao lembrar da crença dele de que a camisa branca dava azar à Seleção. O Brasil sagrou-se campeão.