Nas Ruas

Seg, 08/07/2019 | Atualizado em: 08/07/2019 às 04h02


Nas Ruas

Caminhada pela preservação da vida

Raul Aguilar
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redacao@jornalmassa.com

Com o tema "Preservação dos nossos espaços sagrados" , a Sétima Caminhada do Povo de Santo tomou as ruas do bairro Nordeste de Amaralina em um ato de resistência para lembrar a importância da preservação do meio ambiente e do respeito entre as religiões.

Rodrigo Coelho é um dos organizadores do evento e revelou que o povo de santo está perdendo e sendo proibido de utilizar seus espaços sagrados. "Essa caminhada é para mostrarmos a resistência do nosso povo na luta pela preservação dos nossos espaços sagrados. Nós plantamos árvores no Parque da Cidade, que para nós é sagrado, e hoje estamos sendo impedidos de ir lá retirar as folhas sagradas. Tem o caso da avenida Juracy Magalhães Júnior, onde todas as árvores foram retiradas, o que é ruim para nós, pois não temos como arriar um axé ou um ebó", afirmou Rodrigo Coelho.

Mãe Rosa de Omolu, do terreiro Ilê Axé Omin Oluô Tapalepé, é moradora do bairro e uma das responsáveis pelo padê que abriu a caminhada.

Mãe Rosa criticou a intolerância religiosa e disse que a paz depende da união de todas as religiões. "O povo de santo é muito discriminado. Antes da caminhada começar, evangélicos fizeram uma passeata aqui dizendo que nosso ato era coisa do demônio. Nós queremos ter nossa religião respeitada. Eu moro do lado de evangélicos e só Deus sabe o que eu passo. Nós não somos do demônio como eles dizem, estamos aqui para trazer paz. A união das religiões é o caminho para a paz, e os evangélicos precisam saber disso e participar juntos conosco nessa construção", afirmou Mãe Rosa.

A forte chuva que atingiu a cidade, ontem, não atrapalhou o evento, com percurso do final de linha do Nordeste de Amaralina ao bairro de Amaralina.