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Sáb, 06/07/2019 | Atualizado em: 06/07/2019 às 04h02


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Se tirar onda passa vexame

Felipe Paranhos
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Direto, sem rodeios: o Brasil só depende dele mesmo amanhã. Muito superior tecnicamente, a Seleção tem quase todos os fatores a seu favor no duelo deste domingo, às 17h, contra o Peru, pela final da Copa América. Um aspecto do jogo, porém, pode ajudar muito os rivais: um eventual 'salto alto' por causa do 5 a 0 aplicado pelo time de Tite na primeira fase.

Trata-se da maior chance peruana na decisão. E eles já deram mostras de que podem surpreender seleções que entrem em campo abaixo de suas capacidades, como fizeram com Uruguai e Chile. Por isso, é o Brasil quem tem nas mãos a chance de deixar o jogo equilibrado.

E, em sua história, a Seleção tem outros vexames contra times mais fracos. Um deles ocorreu justamente numa Copa América: em 2001, o Brasil foi desclassificado nas quartas de final contra a frágil equipe de Honduras. Na ocasião, o time, que tinha Marcos, Alex e Denílson como principais estrelas, jogou mal e foi superado por 2 a 0. Embora o Peru de 2019 seja um time melhor, o vexame pode ser até maior, uma vez que a decisão da Copa América ocorrerá em um Maracanã lotado.

Aparentemente, porém, a Seleção está tentando se blindar contra a própria arrogância. Em entrevista coletiva, o volante Casemiro pregou cautela. "Eles eliminaram duas grandes seleções, o Uruguai e o Chile. Também fizeram grandes Eliminatórias e chegaram à Copa depois de muitos anos. Eles têm o respeito de todos nós. (...) Final não se joga, se ganha. Não vamos esperando goleada, não vai ser fácil", disse o jogador do Real Madrid.

Já o zagueiro Marquinhos lembrou que, até o primeiro gol brasileiro sair na partida da fase de grupos, o Peru estava melhor. "Tivemos um começo de jogo complicado, eles tiveram algumas chances para atacar, conseguiram pressionar bem nossa saída de bola, com alguns erros de passe da nossa parte", lembrou.