Viver Bem

Sáb, 06/07/2019 | Atualizado em: 06/07/2019 às 04h02


Viver Bem

Prótese peniana é o recurso final

gabriel conceição*
A+ A-
nalmassa.com.br

Com o avanço das tecnologias, a medicina se tornou umas das áreas que mais se beneficiaram ao longo do tempo, com surgimento de novos aparelhos, técnicas e medicamentos.

No ramo da urologia, esses avanços se tornaram fundamentais para o tratamento da disfunção erétil, que é a incapacidade de o homem obter e manter uma ereção do pênis suficiente que possibilite uma atividade sexual satisfatória.

O tratamento desta doença é feito de forma minuciosa, com uso de medicações orais, sublinguais e intrauretrais, terapias, injeções intracavernosas e até ondas de choque (TOCBI).

No entanto, em diversos casos esses procedimentos não dão um resultado satisfatório. Quando isso ocorre, a última "cartada" do paciente e do médico é a colocação da prótese peniana, que é um implante inserido no interior do pênis para produzir uma ereção.

"Próteses penianas são anteparos inseridos dentro do corpo cavernoso no pênis para provocar uma ereção. Podem ser rígidas ou semi- rígidas e em dois ou três estágios. É indicado quando falham todas as outras possibilidades de correção de uma disfunção erétil. Gostaríamos de frisar que a colocação da prótese é o último recurso", disse o urologista Jerônimo Tourinho.

A cirurgia de prótese peniana dura cerca de 45 minutos. É preciso anestesia geral e, por isso, o tempo de internamento hospitalar é de um a dois dias.

Ainda de acordo com o urologista, a colocação da prótese pode trazer riscos como infecção e rejeição do organismo. "Seu uso está reservado em último caso, pois existe a possibilidade de infecção ou rejeição da mesma em torno de até 15%, como retratam alguns estudos, o que anula qualquer outra chance de correção da disfunção erétil, visto que elas são colocadas dentro do corpo cavernoso e este é parcialmente destruído no processo de inserção", concluiu Jerônimo Tourinho.

* Sob a supervisão do jornalista Tiago Lemos