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Qua, 26/06/2019 | Atualizado em: 26/06/2019 às 04h03


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Balaços botam fim numa vida de muita correria

Nicolas Melo
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"É muita marginalidade em Salvador e é moda assaltar motorista de aplicativo", disse a mãe de Luís Henrique Gomes Lima, 25 anos, assassinado a tiros na noite de segunda-feira (24), no bairro de Cosme de Farias.

O corpo do rapaz, que, de acordo com a mãe dele, identificada apenas como Antônia, trabalhava como motorista de Uber e 99 Pop, foi encontrado dentro de um Chevrolet Corsa Classic, na ladeira da 2ª Travessa Wenceslau Galo, perto de um posto de distribuição da Brasilgás. O corpo estava com múltiplas perfurações de tiros.

Conforme a mulher, o celular de Luís teria sido roubado. "Ele saiu de casa umas 17h, dizendo que iria fazer umas 'corridinhas', mas que voltava logo. Depois disso não tivemos mais notícias. Quando soubemos dele"..., lamentou Antônia.

O caso chamou a atenção de alguns moradores. "Era um carro preto e estava com as portas da frente abertas, motor ainda ligado e luzes acesas. O veículo estava voltado para cima e o corpo do rapaz estava entre os dois bancos da frente", contou um popular conhecido como Carlinhos Pintor, 69. Ele ainda disse que não estava no local no momento do crime. "Eu tenho um barzinho aqui na rua, mas não moro aqui. No momento eu estava em outro lugar quando ouvi os comentários", completou.

Residentes da rua Wenceslau Galo relataram que nunca tinha acontecido uma situação parecida na localidade. "Foi a primeira vez que isso ocorreu aqui. Essa rua é como está aqui agora, calma, sem muito movimento", falou Jadson de Jesus, 52 anos, nascido e criado no local.