Nas Ruas

Seg, 10/06/2019 | Atualizado em: 10/06/2019 às 08h35


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Perrengue Serviços da Ufba vão sofrer com cortes do MEC

Jane Fernandes
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Emilene Silva de Freitas, 40 anos, mora em Águas Claras, mas há quase dez anos só faz exames clínicos no Laboratório de Imunologia e Biologia Molecular (Labimuno), no Vale do Canela. O funcionamento do serviço, um dos mais de vinte oferecidos pela Universidade Federal da Bahia (Ufba) à população, pode ser prejudicado pelo bloqueio de R$ 55,9 milhões anunciado pelo Ministério da Educação.

Embora a Justiça Federal da Bahia tenha determinado a suspensão do contingenciamento de recursos das universidades federais de todo o País, a Advocacia Geral da União (AGU) deve ingressar com recurso.

Mesmo alheia aos detalhes dessa disputa judicial, Emilene teme perder os serviços do Labimuno: "Nos outros lugares, o atendimento pelo SUS é difícil, tem de chegar muito cedo". A unidade oferece 170 tipos de exames, incluindo testes relacionados ao diagnóstico de síndromes e doenças raras.

A área de saúde humana é a que conta com maior volume de serviços oferecidos pela Ufba, com hospital, maternidade, serviços de psicologia, fonoaudiologia e odontologia, além de atendimento multidiscipinar a dependentes químicos. Na maioria dos casos, os serviços são oferecidos via SUS, mas em alguns espaços os usuários pagam pequenas taxas para a realização de procedimentos.

De acordo com dados da Ufba, 81% dos R$ 55,9 milhões que podem ser bloqueados pelo MEC correspondem a verbas direcionadas à manutenção predial, pagamento de contas como água e energia e das empresas de vigilância, portaria e limpeza.