Viver Bem

Seg, 10/06/2019 | Atualizado em: 10/06/2019 às 08h34


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Jaleco não é para enfeite

Da Redação
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O jaleco é classificado pela Organização Mundial da Saúde (OMS ) como Equipamento de Proteção Individual (EPI). A peça é uma importante barreira protetora contra os micro-organismos que ficam expostos no dia a dia de trabalho dos profissionais de saúde.

Uma pesquisa realizada pela Escola de Enfermagem da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) constatou que é possível encontrar nos jalecos usados por profissionais da saúde diversas bactérias nocivas para a saúde. Os locais com mais bactérias localizadas foram o bolso, onde o risco de contaminação era de 51%, e na região do abdômen, com 43%. Uma segunda pesquisa realizada, desta vez pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), detectou a presença de bactérias em 95,8% dos jalecos médicos analisados. Dentre elas, estava a bactéria Staphylococcus aureus, principal responsável pelas infecções hospitalares.

"A Norma Regulamentadora número 32 da Anvisa estabelece que os trabalhadores não devem deixar o local de trabalho com os equipamentos de proteção individual e as vestimentas utilizadas em suas atividades laborais. Isso porque os jalecos, assim como máscaras, luvas, gorros e aventais, podem transportar germes, bactérias, vírus e fungos, sendo um grave risco para a saúde pública", destacou a dentista e empresária fundadora da grife de jalecos customizados Dra. Chica, Ana Paula Quinteiro Moro.