Esporte

Seg, 10/06/2019 | Atualizado em: 10/06/2019 às 08h33


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na bola e na superação

Gabriel Conceição*
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Jogando com a camisa do Esporte Clube Bahia, a Associação Baiana de Desportos Adaptados (ABDA), formada em 2017 por Luciano Reis, vem batalhando fortemente para disputar a Copa do Nordeste de Amputados deste ano, que será realizada no dia 20 de junho, em Fortaleza. No entanto, dificuldades financeiras com o custo da viagem tem sido um empecilho nesta jornada em busca do primeiro título de sua recente história.

Apaixonado por futebol desde a infância, Luciano nunca deixou as dificuldades físicas lhe abaterem. Sem uma das pernas, o craque baiano participou de competições no Rio de Janeiro e em Minas Gerais, quando em 2012, ele viu que sua terra natal carecia de um time de futebol de amputados.

"Tudo começou eu jogando futebol lá no Rio de Janeiro e Minas Gerais e vi a necessidade de aqui na Bahia ter um time de futebol de amputados. Mas a minha intenção era diferente das outras. A gente queria usar nossa associação como uma ferramenta de recuperação de pessoas pelo futebol. Desde 2012, eu vim tentando criar um time e não consegui. Após os anos se passarem, em 2017, eu consegui chamar dois "capengas" e o time foi crescendo gradativamente, surgindo posteriormente a associação", revela o jogador cheio de orgulho.

Após participar da Copa do Nordeste, Campeonato Brasileiro e Copa do Brasil, e bater na trave em todas as competições, ele quer fazer diferente no Nordestão deste ano. Mas as dificuldades financeiras têm atrapalhado alguns planos destes guerreiros. "Estamos batalhando para conseguirmos ir para o Nordestão deste ano, que vai ser disputado no dia 20 deste mês, em Fortaleza. Não temos condições financeiras para arcar com as despesas da viagem. Nosso maior entrave é o ônibus. Mas com certeza vamos vencer essa batalha", vislumbra Luciano.

Formado por cerca de 22 jogadores, a ABDA é mais que um time, é uma família de craques. Para o jovem Danilo Mendes, de 23 anos, atuar na equipe é um sonho realizado. "Jogar aqui me traz um sentimento muito bom, porque sempre tive um sonho de ser jogador, mesmo não tendo uma perna boa e aqui estou conseguindo realizar este sonho. Me sinto em casa", lembra o atleta.