Nas Ruas

Qua, 05/06/2019 | Atualizado em: 05/06/2019 às 08h06


Nas Ruas

Socorro Calango corre risco de desaparecer do mapa

Juliana Salles*
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O Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado hoje, traz o alerta para a proteção da biodiversidade e a conservação de espécies ameaçadas de extinção, como o Calango do Abaeté, descoberto em dunas da capital baiana.

Para o PhD em Biologia da Conservação pela University of Kent, em Canterbury (Reino Unido) e coordenador do Programa de Pós-graduação em Planejamento Ambiental da Universidade Católica do Salvador (UCSal), Moacir Tinoco, sem ações de conservação e proteção nos biomas litorâneos o processo de extinção do Calango do Abaeté será acelerado.

"É uma espécie restrita que só vive em dunas de areia branca e sofre pela redução do habitat e precisa ser conservada por sua função de biodiversidade. Quando perdemos biodiversidade consecutivamente perdemos a qualidade de vida e o bem-estar da população", destacou o biólogo.

Ainda de acordo com Tinoco, caso seja extinta da capital, a espécie seria encontrada apenas nos municípios de Camaçari, Mata de São João, Entre Rios e Esplanada. O calango possui sete cores e cauda verde-azulado brilhante. O réptil foi descoberto na Lagoa do Abaeté e descrito pela ciência apenas em 2002. A espécie contribui no controle de pragas e recupera a restin ga.

Segundo relatório divulgado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), cerca de 1 milhão de espécies da fauna e flora correm risco de extinção em todo o mundo. A taxa é a maior dos últimos 10 milhões de anos.

* Sob a supervisão da editora Meire Oliveira