Tá Quente!

Qui, 02/05/2019 | Atualizado em: 02/05/2019 às 19h01


Tá Quente!

OPINIÃO Juros salgados para população

Estadão Conteúdo
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O presidente Jair Bolsonaro disse na terça-feira (30) considerar que não interfere nos bancos públicos, apenas dá "sugestões" que podem ou não ser cumpridas. "Eu não tenho o poder de interferir em muita coisa e nem quero. Apenas dou sugestões. E sugestões são como conselho, cada um cumpre se achar que deve cumprir", disse o presidente durante evento de assinatura da Medida Provisória da Liberdade Econômica, no Planalto.

Segunda-feira, ao participar de um evento em Ribeirão Preto (SP), Bolsonaro se dirigiu ao presidente do Banco do Brasil, Rubem Novaes, e apelou ao "patriotismo" para pedir a redução dos juros. Disse esperar, ainda, que Novaes atendesse a orações por ser cristão. "Ontem, eu apelei para o presidente do Banco do Brasil, para seu espírito patriótico, conservador, cristão, que atenda os ruralistas no tocante à taxa de juros. Faltou complementar, e sem a complementação fui massacrado por grande parte mídia. Não posso esquecer nada, tenho que ser mais do que perfeito, tenho que ser sublime, se não tudo dá errado", disse nesta terça-feira.

Para o presidente da República, a taxa de juros praticadas por bancos públicos são muito altas. Dirigindo-se ao presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, Bolsonaro afirmou que ele deveria concordar que aplicar no mercado seria menos arriscado.