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Ter, 16/04/2019 | Atualizado em: 16/04/2019 às 05h00


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Atiradores com sede de sangue matam dois

Euzeni Daltro
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Os dois homens mortos durante um tiroteio na localidade da Polêmica, em Brotas, na noite de domingo (14), foram perseguidos e executados pelos atiradores, que chegaram em dois carros brancos. É o que afirmam as testemunhas ouvidas pela reportagem na tarde de ontem. Um casal também foi baleado durante a ação criminosa, mas não corre risco de morte.

As testemunhas negam que tenha havido troca de tiros, negam que o crime tenha sido cometido por traficantes rivais e afirmam que a ação foi praticada por policiais militares. Conforme os relatos, cerca de oito homens participaram da ação. Entre os quais, dois estavam com os rostos cobertos por balaclavas.

"Policiais do Peto e da 'Chocolate' (Rondesp) estiveram aqui mais cedo e avisaram aos moradores para não ficarem na rua tarde da noite porque a coisa ia ficar feia. Horas depois, vieram esses homens fortemente armados em dois carros brancos", afirmou uma mulher, sob anonimato.

Além da advertência em tom ameaçador feita pelas guarnições horas antes do ataque, o fato de os atiradores terem permanecido no bairro após as execuções chamou a atenção dos moradores.

"Estão dizendo que foi 'alemão' (inimigo, na gíria do tráfico de drogas). Mas não foi. 'Alemão', quando chega, mata e vai embora, não fica na área como eles ficaram. Depois que mataram o pessoal aqui (Rua da Polêmica), eles ainda foram para a Rua da Igreja e lá botaram um rapaz para correr", afirmou outra moradora.

Um dos mortos foi identificado como Joanderson Lopes Brito, 35 anos. Na Polêmica, algumas pessoas se identificaram como parentes do outro rapaz morto e disseram que ele se chamava Robson Nascimento dos Santos, 29 anos, que era vendedor ambulante e deixa a companheira grávida de 4 meses do primeiro filho dele.