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Qua, 03/04/2019 | Atualizado em: 03/04/2019 às 13h45


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Muita vontade e pouco gol

Felipe Paranhos
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Não foi a reação ideal ao vexame da eliminação da Copa do Nordeste, mas o treinador Roger Machado também não chegará com terra arrasada. Com o empate em 1 a 1 contra o CRB, válido pela Copa do Brasil, o Tricolor fará o jogo de volta, terça que vem, precisando de uma vitória simples para garantir vaga na quarta fase.

A primeira chance do jogo foi do Esquadrão, aos 11, em bela jogada de Élber. O ponta driblou Edson e fez cruzamento rasteiro para Arthur Caíke, que obrigou Edson Mardden a fazer bela defesa. Cinco minutos depois, o CRB reagiu: Lucas cruzou e Felipe Menezes invadiu a área sem marcação. A cabeçada do meia foi para fora, mas Anderson já estava vendido. O Tricolor chegou em seguida por meio de Élber, lançando Gilberto para um chute que terminou longe.

O primeiro tempo foi marcado por muito espaço nas costas dos laterais dos dois times. Se o Bahia tinha Élber explorando as falhas de Edson, o CRB investia na velocidade de Willian Barbio. Numa dessas, o cabeludo passou por Moisés, que cometeu um pênalti tão infantil quanto forçado. Ao sentir o leve puxão dado pelo lateral do Bahia em seu braço, Barbio se jogou e convenceu o árbitro Marcelo de Lima Henriques. Na cobrança, Zé Carlos abriu o placar.

Melhor jogador do Bahia na partida, Élber protagonizou o primeiro lance de perigo do segundo tempo, ao interceptar passe na ponta da área do time alagoano e chutar forte para boa defesa do goleiro Edson Mardden.

Satisfeito com o resultado, o CRB chamou o Bahia para seu campo, pensando nos contra-ataques. E, apesar de ter mais volume, o Tricolor passou os primeiros 30 minutos da etapa final sem organização ofensiva e dependente das investidas de Élber. Mas foi no abafa que o gol saiu: Moisés, um dos piores em campo, cruzou rasteiro e Arthur Caíke só rebateu para as redes.

Embora o CRB continuasse dando brechas, o técnico Cláudio Prates, preocupado em não levar gols, preferiu trocar Gilberto por Nilton. O centroavante vinha muito mal, mas, já que esteve em campo durante 85 minutos, não fazia sentido perder um homem na área. Mesmo assim, o Bahia continuou a pressionar, teve boas chances em chutes de Moisés e Arthur Caíke, mas não fez o suficiente para a virada. Vontade não faltou, mas Roger Machado terá trabalho para dar alguma inspiração à construção de jogadas do Tricolor.