Nas Ruas

Sex, 08/03/2019 | Atualizado em: 08/03/2019 às 13h04


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Virose 'derruba' a galera depois de 6 dias de folia

Juliana Salles eLuan Borges*
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Na manhã de ontem, na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) dos Barris, a paulistana Marinalva Bacci, com fortes dores no corpo, garganta inflamada, tontura e tosse, aguardava atendimento. A turista veio para a festa na capital baiana e começou a passar mal um dia após o término da folia. A paciente foi diagnosticada com virose respiratória, caso comum no período pós-Carnaval.

Marinalva é uma das 5 pessoas que estavam em frente a unidade dos Barris à espera de atendimento por estarem acometidas por virose respiratória. O carioca Douglas dos Santos, por exemplo, que dividiu o apartamento com Marinalva e outras 15 pessoas, também é uma delas. "Tomei chuva durante o carnaval, não me alimentei direito e tomei pouca água", diz o turista que estava de viagem marcada e precisou adiar.

As viroses são doenças transmitidas por vírus e, além de respiratórias, podem ser intestinais, de pele e outras. Neste período pós-festa, os casos mais comuns estão sendo de viroses respiratórias, as quais desencadeiam sinusite, nasofaringite e até mesmo o resfriado comum, que se difere da gripe, pelos vírus e sintomas.

Elas são causadas, muitas vezes, pela aglomeração de pessoas, imunidade baixa, má alimentação, compartilhamento de copos e cumprimentos, como apertos de mão. Ações frequentes entre foliões carnavalescos.

* Sob a supervisão da editora Meire Oliveira