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Sex, 01/03/2019 | Atualizado em: 01/03/2019 às 05h02


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Técnicos na berlinda

Rodrigo Meneses
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O terceiro mês do ano chegou e com ele a pressão se elevou contra os treinadores da dupla Ba-Vi. O trabalho dos dois já vinha sendo questionado e com a derrota das duas equipes na sétima rodada do Campeonato Baiano a temperatura subiu. Outras semelhanças negativas rondam os times, como o fato de terem sido eliminados de competições na primeira fase e o baixo aproveitamento neste início de temporada: 41,02% do rubro-negro e 45,23% do tricolor.

Nesse ambiente turbulento, os rivais se enfrentam no próximo dia 10, pela nona rodada do Baianão. Dificilmente o derrotado desse confronto se mantém no cargo.

Após os jogos da última quarta, Marcelo Chamusca, técnico do Vitória, e Enderson Moreira, do Bahia, precisaram responder perguntas sobre terem os cargos ameaçados. "Eu sou funcionário do Bahia até ele (presidente) decidir o contrário. Eu tenho certeza que os meus atletas estão se dedicando ao máximo, estão se empenhando. Sabemos que são momentos difíceis, mas temos que ultrapassar", disse Enderson, após a derrota para o Jacuipense por 1 a 0. O Tricolor só venceu três partidas sob o comando dele em 14 jogos. O outro triunfo do Esquadrão foi com o técnico do sub-23, Cláudio Prates.

Chamusca não teve muita paciência ao ser questionado sobre a permanência no Leão. "Modéstia à parte, eu tenho mercado. Semana passada fui sondado por duas equipes. Não tenho preocupação com esse negócio de cargo. Minha preocupação é fazer a equipe ter performance. Em relação a cargo, não tenho a mínima preocupação", declarou o treinado rubro-negro, após a derrota por 2 a 1 diante do Atlético-BA. O comandante só conquistou três vitórias em 13 jogos disputados.

Os jogadores também sentem a pressão. O volante Flávio, do Bahia, falou sobre isso em entrevista coletiva ontem. "A gente joga no Bahia, time grande. Sempre tem pressão. Ainda mais quando os resultados não acontecem. Temos que pensar jogo a jogo. Não podemos pensar no Ba-Vi", apontou o atleta.

O meia Andrigo, do Vitória, não quer apontar culpados pelo mau momento. "A gente tem bem claro: quando vence é todo mundo, quando perde é todo mundo. Todo mundo tem sua parcela de culpa. Aqui é um grupo, não é esporte individual", destaca.