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Qua, 27/02/2019 | Atualizado em: 27/02/2019 às 05h02


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No banco Empresário acusa gerente de injúria racial

Andrezza Moura eJefferson Domingos
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"Na verdade, estou chocado! Nunca vivi isso, embora já tenha visto acontecer com outras pessoas, nunca imaginei que pudesse acontecer comigo. Dói na alma. Viver isso na frente de minha filha é humilhante, é muito humilhante".

Este foi o desabafo do empresário Crispim Terral de Souza, 34 anos, ao lembrar das agressões verbais e físicas sofridas no último dia 19, dentro da agência da Caixa Econômica Federal, do Relógio de São Pedro.

Crispim diz ter sido vítima de injúria racial por parte do gerente-geral do banco, João Paulo, e agredido por policiais militares do 18º Batalhão (Centro Histórico), que tentaram algemá-lo à força ainda nas dependências da agência. Toda a ação foi filmada pela filha do empresário, uma adolescente de 15 anos, e presenciada pelo gerente-geral e outros clientes.

Durante a filmagem, é possível ouvir o diálogo entre os PMs e João, que exige que Crispim seja levado a uma delegacia algemado, mesmo após o empresário aceitar ir à unidade policial por espontânea vontade.

"Só vou se ele for algemado. Para mim, ele tem que sair...O que ele fez, ele está... Se ele não sair algemado, não vou. É porque estão querendo fazer um acordo para a gente ir prestar a queixa na delegacia. Mas, um acordo não faço com esse tipo de gente... só vou, se ele sair algemado", estas são as palavras supostamente ditas por João Paulo, captadas no vídeo, exigindo que o empresário fosse conduzido com algemas.