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Sáb, 23/02/2019 | Atualizado em: 23/02/2019 às 05h02


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Capoeiristas disputam cinturão inédito no 20º PFL

Rodrigo Meneses
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Os capoeiristas Mestre Lancha, 38 anos, e Vando Topázio, 32, saem da roda e sobem no ringue do 20º Premier Fight League (PFL) para mostrar a raiz da Capoeira: uma luta criada por negros escravizados no Brasil, para se libertar da opressão. Os dois atletas de Salvador disputam o primeiro cinturão de capoeira combate da história.

A 20ª edição do PFL ainda vai reunir quatro lutas de Artes Marciais Mistas (MMA), cinco de kick boxing, três de boxe e três de muay thai. O evento será realizado no Centro Pan-Americano de Judô, na Praia de Ipitanga, a partir das 18h de hoje. A entrada é mediante a doação de três quilos de alimentos não perecíveis.

"Vamos mostrar a capoeira como arte marcial. Ela nasceu como luta. O negro não inventou golpe para alisar o feitor. O objetivo era libertar o povo escravizado", destaca Mestre Lancha. "A forma da capoeira mais conhecida hoje, como uma dança, era o jeito que os negros encontraram para enganar o feitor. Assim, eles poderiam continuar praticando a luta de forma disfarçada", completa.

Vando Topázio aponta que esta é a oportunidade de expor a modalidade e buscar profissionalização. "Me sinto lisonjeado pelo convite. A gente está abrindo caminho para outros atletas", declara.

Os capoeiristas são da categoria peso pesado e a luta terá três rounds de três minutos. O combate pode terminar com nocaute, nocaute técnico ou por pontos. O golpe com maior pontuação é a rasteira, vale três. Entre outras regras, não é permitido: ficar sem gingar por mais de três segundos, dedo no olho e cabeçada.