Viver Bem

Sáb, 23/02/2019 | Atualizado em: 23/02/2019 às 05h02


Viver Bem

Outra maneira de usar a boca

Amanda Souza*
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Vale tudo para tornar a experiência do sexo mais prazerosa. Se o casal estiver de acordo, há uma série de práticas que podem incrementar a relação na cama.

Entre tapas e beijos, uma é especial: a mordida. Preso na linha tênue entre o fetiche e o sadomasoquismo, o ato de morder e ser mordido é fonte de prazer para muita gente.

De acordo com a sexóloga Laila Marinho, a prática é saudável, desde que haja um acordo. "Por se tratar de algo que pode machucar, é importante entender os limites do parceiro", explica.

A mordida pode ser leve, como um charme, e não como fonte de dor. Por outro lado, pode dar margem ao sadismo, que é o desejo de provocar ou de sentir dor durante a relação sexual.

O fetiche tem até nome. É a odaxelagnia, o prazer em morder e ser mordido na cama. Nesse caso, não tem local específico: todas as partes do corpo estão sujeitas a levar umas dentadas.

Ainda segundo a sexóloga, às vezes a mordida não precisa nem ter contato com a pele: "Tem quem curta morder até os objetos do parceiro, peças íntimas, acessórios. Coisas que ativam o imaginário".

Para algumas culturas, a dor é parte importante da relação sexual. Seja moderada ou mais intensa, a mordida faz parte da história do sexo.

Laila explica que até o livro Kama Sutra, o "manual do sexo", inclui estilos de mordidas e "reforça que o prazer pela dor não precisa ser sempre associado ao sadomasoquismo, qualquer um pode sentir".

*Sob a supervisão do jornalista Tiago Lemos