Nas Ruas

Sáb, 23/02/2019 | Atualizado em: 23/02/2019 às 05h02


Nas Ruas

Lucro e risco no engarrafamento

Raul Aguilar
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Em busca de uma grana para se manter, pagar o aluguel, a pensão e a escola dos filhos, ou simplesmente para realizar o sonho de ter um carro. São vários os motivos que levam adolescentes e adultos a ocuparem as ruas e avenidas de Salvador, vendendo alimentos, água e objetos diversos. Mateus Pereira, 22 anos, trabalha vendendo pipoca em meio ao trânsito da avenida Antônio Carlos Magalhães (ACM) desde que chegou do Rio de Janeiro. "Eu fui para o Rio tentar a sorte como jogador de futebol, mas como eu não consegui e tenho uma filha de dois anos para sustentar, eu tive que voltar e começar a trabalhar vendendo na rua", explicou Mateus. O ambulante tem consciência do risco que corre entre os veículos, mas revela que tira o valor do aluguel da casa e para sustentar a filha. Situação semelhante vive o ex-padeiro e vendedor de amendoim, Cleiton Silva, 19 anos. "É aqui que faço a 'moeda' para sustentar meu filho pequeno. O ruim é o risco, as motos passam 'enfiadas', outro dia uma pegou um colega que foi parar no HGE. Fora isso, é de boa, ganho mais do que ganhava na padaria", destaca Cleiton Silva. Os vendedores contaram que a rotina começa por voltas das 15h e termina às 20h. Em um dia bom ,dá para faturar R$ 100, mas a média costuma ser de R$ 50.