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Ter, 19/02/2019 | Atualizado em: 19/02/2019 às 05h07


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Tristeza Líder comunitário é assassinado

Euzeni Daltro
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O líder comunitário Argemiro Bonifácio dos Santos, 64 anos, foi um dos primeiros moradores do bairro de Valéria. Chegou para morar lá ainda criança. Na comunidade, já foi parteiro, curandeiro, professor de capoeira e de dança. Didi do Cavalo, como era mais conhecido, era querido por todos. Uma pessoa sem inimigos, conforme relataram três filhas dele. Por isso mesmo, o assassinato de Didi, na manhã do último domingo (17), deixou a família dele em choque e sem entender o motivo de tamanha crueldade.

Ele foi encontrado pouco antes das 7h, na Rua das Palmeiras, em Valéria, apenas de bermuda, com um ferimento no meio do tórax, possivelmente provocado por uma faca. Nas mãos dele também havia marcas de cortes, como se ele tivesse tentado se defender da facada. Didi também foi baleado de raspão. No local, foram encontrados indícios de que ele correu após ser ferido.

"Nós não sabemos o que houve. E eu também não entendo porque fizeram isso com ele. Todo mundo aqui gosta muito dele", disse uma das filhas, que preferiu não ser identificada na matéria.

"Meu pai era uma pessoa muito querida. Não era envolvido com o crime. Não aceitava nada errado. Ele teve os filhos de sangue e tantos outros que chamavam ele de pai porque foi ele quem fez o parto", afirmou a supervisora Taiana Ferreira dos Santos Almeida, 33, outra filha do líder comunitário. Didi deixa 13 filhos, frutos de relacionamentos distintos.