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Sex, 15/02/2019 | Atualizado em: 15/02/2019 às 05h07


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Não vingou! Bom início ficou só no ensaio

Amanda Souza*
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A campanha invicta, apesar de surpreendente, não empolgou o torcedor do Vitória. Os muitos empates e triunfos sem atuações convincentes, em algum momento, cobrariam seu preço. E já cobraram.

A precoce eliminação do Leão na Copa do Brasil para o modesto Moto Club, do Maranhão, mostrou as muitas limitações do time de Marcelo Chamusca - não pelo desempenho do treinador, mas pela falta de qualidade evidente.

A torcida, há muito tempo, questiona a capacidade do atual elenco - somado à gestão - de conquistar os seus objetivos. Estes jogos iniciais sem derrotas até ensaiaram uma chance, mas não deu liga.

E esta foi a quarta vez na história da Copa do Brasil que o Vitória abandonou a competição ainda na primeira fase. As outras ocorreram em 2014, para o J Malucelli, em 2011, para o Botafogo-PB e em 1990, pelo Taguatinga, do Distrito Federal.

A eliminação da última quarta-feira vai trazer alguns prejuízos. O primeiro deles pode vir em campo e, especialmente, na partida de amanhã. O desânimo e a frustração pelo fim da breve participação no torneio nacional pode pesar emocionalmente no confronto com o Ceará, pelo Nordestão.

Em entrevista coletiva após o jogo contra o Moto Club, Chamusca ponderou como o emocional pode ter prejudicado o Leão no jogo. Para além dos gramados, há uma questão financeira. Fora da competição, o Vitória não perde, mas deixa de somar pelo menos R$ 625 mil, que seria o valor pago pela classificação à segunda fase.

O momento é crítico no Barradão. Do administrativo ao campo, o clube não tem encontrado uma direção há, pelo menos, três anos. Enquanto isso, o torcedor segue na esperança de que dias melhores virão.

*Sob a supervisão do editor Léo Santana