Viver Bem

Qui, 14/02/2019 | Atualizado em: 14/02/2019 às 05h07


Viver Bem

Não entre em pânico!

Tânia Araújo
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Imagine que você está saindo de casa para trabalhar. De repente, um pavor imenso toma conta de você. Seu coração começa a bater forte. Na metade do caminho para chegar ao serviço, você volta correndo para casa. Lá, é o único lugar que ficará seguro. Essa é realidade de Marylene Pereira, 32 anos, auxiliar administrativa que trabalha em um hotel de Salvador.

Hoje, ela se sente a um passo da cura, mas passou "por uma barra". Em 2007, durante visita à família no interior do estado, ela viu o tio morrer bem ao seu lado. Depois do ocorrido, de volta à capital, Marylene começou a sentir dores no peito. Ela conta: "Era como se estivesse sentindo os mesmos sintomas que meu tio naquele dia".

Apesar de ser considerada, sim, uma doença, enquadrada nos Transtornos Fóbico-Ansiosos pela OMS, existe muita discussão em relação ao diagnóstico e quanto ao tratamento. Segundo Saulo Merelles, psiquiatra da Fundação de Neurologia e Neurocirurgia da Bahia, para que o psiquiatra possa diagnosticar a síndrome, é necessário um olho clínico.

"As doenças psíquicas, de uma maneira geral, são diagnosticadas a partir de um exame clínico, a partir da avaliação do médico, dos sintomas que o paciente tem e do que está experimentando como vivência interna. É isso que sustenta o diagnóstico em psiquiatria", esclarece o especialista.