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Seg, 11/02/2019 | Atualizado em: 11/02/2019 às 12h11


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Execução Mulher não teve vez com traficas

ANDREZZA MOURA
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A comerciante Hilda Rodrigues de Oliveira, 52 anos, foi executada a tiros, na noite do sábado (9), na Rua Apolinário Santana, no Engenho Velho da Federação, em frente à entrada do Beco da Rabada, a poucos metros do depósito de bebidas do qual era dona.

Informações preliminares dão conta de que ela foi morta por traficantes de drogas que agem no bairro, pelo fato de ter presenciado a morte do amigo, o policial civil Luís Cláudio Batista Lopes, 58, assassinado em janeiro de 2018, e por cooperar com os policiais.

"Ano passado, mataram um policial lá, aí os caras acharam que ela estava passando informações à polícia. Essas facções são assim, basta desconfiar de alguma coisa que fazem isso...", lamentou um amigo de Hilda, sem se identificar por temer represália.

Segundo um familiar, a comerciante costumava chegar no depósito de bebidas, às 7h, e só retornava para casa, às 20h.

Outro conhecido da comerciante afirmou que ela era uma pessoa tranquila e boa e que não acredita na versão de que ela estava ajudando a polícia. "A gente não pode mais fazer nada, falar com ninguém. Por isso, falo pouco, tenho muito medo de morrer", disse o rapaz.

Ontem à tarde, familiares de Hilda estiveram no Instituto Médico Legal Nina Rodrigues (IMLNR), mas evitaram falar com a reportagem. A previsão é que o corpo dela seja enterrado hoje, às 10h, no Cemitério Campo Santo, na Federação.