Viver Bem

Seg, 11/02/2019 | Atualizado em: 11/02/2019 às 12h11


Viver Bem

Dor que tira qualquer um do sério

Tânia Araújo
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Sabe aquela dorzinha de cabeça que te pega pelo menos uma vez na semana? Que te impede de fazer muita coisa? Pois é, ela pode não ser somente uma simples "dor de cabeça", você pode estar sofrendo com algum tipo de enxaqueca e não sabe.

A neurologista plantonista da UTI Neurológica do Hospital da Bahia, doutora Karla Coelho, diz que, na verdade, a enxaqueca é um tipo de cefaleia primária, sem causas secundárias.

"Existem várias hipóteses para a existência da enxaqueca no paciente, uma delas seria a ativação do nervo trigêmeo, um par de nervos cranianos, por possuir três ramos: o oftálmico, o maxilar e o mandibular. É um nervo com função mista, motora e sensitiva. Porém, há o predomínio de função sensitiva, sendo ativado por várias vias intracerebrais, causando dor", explica.

A neurologista conta que a enxaqueca é algo comum e mais propensa em mulheres, não deixando de ocorrer em homens. "Muitos têm um tipo de enxaqueca que chamamos de subclínica, ou seja, com poucos episódios. Por isso, o paciente não procura um neurologista para entender o que acontece, pois a enxaqueca passa, e acaba tomando um remédio que alivia, ou se cura sozinha", conta.

Quando a enxaqueca começa a ser persistente e periódica, é hora de se preocupar. Mas nada tão alarmante, pois não leva o paciente a óbito. "A enxaqueca costuma acometer os mais jovens, gerando transtornos como a abstenção no trabalho, e isso prejudica muito a qualidade de vida do paciente", conta Karla Coelho.

Segundo ela, a enxaqueca pode ser, sim, hereditária, estar associada ao fator genético. "Não existe um estudo que seja totalmente voltado para apontar um gene específico da enxaqueca, mas é um fator preponderante. Se existe alguém na família com histórico de enxaqueca, a propensão de ser hereditário é grande", completa a doutora.