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Sex, 08/02/2019 | Atualizado em: 08/02/2019 às 05h07


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Assassinato Polícia foi atrás do ex de pró morta

Andrezza Moura
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Embora os familiares da professora Priscila Rebeca Oliveira Souza, 37 anos, não tenham dúvida de que foi o ex-namorado dela quem mandou matá-la, na noite de terça-feira (5), a assessoria de comunicação da Polícia Civil afirmou que, até ontem, nenhuma linha de investigação apontava para a participação do homem no crime.

No entanto, uma fonte da própria Polícia Civil revelou que investigadores da 2ª Delegacia de Homicídios estiveram na casa dos pais dele, em Pau da Lima, mas não o encontraram.

Para o irmão de Priscila, o motorista Pablo Marc Oliveira de Souza, 40, tudo indica que o homem realmente mandou matar a mulher, já que ele não queria assumir a filha que tinha tido com ela. "Ele pediu para ela abortar, mas, por conta dos princípios, ela não abortou e ele ficou ameaçando. Ela queria que ele assumisse a criança, mas ele disse que se ela fosse à Justiça, teria que arcar com as consequências. Ela foi até o fim. E as consequências foram estas...", lamentou Pablo.

Ainda conforme Pablo, durante o relacionamento de quase dois anos, o ex-cunhado era agressivo com a irmã. Eles se conheceram em uma acadêmia de ginástica, na Vila Canária. "Uma vez ele pegou ela, puxou o cabelo e deu um tapa no rosto. Só não foi pior porque um vizinho interferiu. A gente lutou para ela registrar queixa, mas, você sabe, né, o coração das pessoas quando amam fica difícil de querer prejudicar", ponderou o irmão.

Pablo revelou ainda que, na frente dos familiares e de alguns amigos da professora, o suspeito agia de forma tranquila e pacífica. Contudo, era ciumento e agressivo com ela. "Quem o conhecia superficialmente não acreditava que ele pudesse fazer isso com ela", completou.