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Ter, 05/02/2019 | Atualizado em: 05/02/2019 às 05h08


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Alegria de principiante

Amanda Souza*
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Estreia com pé direito - seja pelo dito supersticioso, seja pela bomba de pé direito que Matheus Rocha mandou no ângulo do goleiro Douglas no clássico do domingo. Autor do gol que premiou a raça do Vitória no segundo tempo com o empate - do jogo que se esperava triunfo do rival -, o lateral fez justiça ao ditado "sorte de principiante".

Entende-se por estes termos, os casos em que um novato, na sua primeira tentativa, faz aquilo que se esperava dos mais experientes. Em suas "primeiras vezes", o estreante do Leão mostrou que anda com a sorte lado a lado.

Aos 20 anos, Matheus chegou ao Vitória sem nunca ter jogado uma partida sequer numa equipe profissional. Veio emprestado pelo Palmeiras para ser uma opção na lateral-direita do elenco. Escalado para o Ba-Vi de domingo, deslocou Jeferson da direita para a esquerda e fez muita gente questionar a escolha de Chamusca.

Até que chegaram as "primeiras vezes" do jovem para que ele fosse eleito o craque da partida. Primeiro jogo como profissional, primeiro Ba-Vi, primeiro chute a gol na partida e o primeiro gol da carreira profissional. Um golaço, diga-se de passagem. Um 'balaço' que veio de fora da área para morrer nas redes.

A equipe festejou muito o gol. Era um empate merecido, suado, buscado e, principalmente, necessário ao time. Apesar do 1 a 1, a sensação foi de um triunfo. Depois do gol, Matheus correu, comemorou nos braços dos colegas, chorou e agradeceu.

Nas palavras do lateral, na tarde de ontem, Matheus fez questão de compartilhar os méritos. "Isso [o jogo] vai ficar marcado na minha vida. Feliz pelo gol e tenho que ressaltar a entrega do grupo em campo", disse.

Sobre o lance do gol, ele relembrou a decisão na fogueira. "Naquele momento, a única forma de dominar foi daquele jeito. Quando eu chutei, senti que foi na veia. Eu tava de frente e vi que ela iria para o gol", contou.

Mesmo com a alegria do desempenho individual, o jovem não deixou de reconhecer que o time foi para buscar o triunfo, mas o empate soou como um bom resultado. "A gente sai fortalecido. Infelizmente a gente não conseguiu [o triunfo], mas temos que tirar os bons momentos da partida de ontem", destacou.

Sorte ou competência, só o futuro dirá. A ousadia do treinador Marcelo Chamusca em escalar um jogador verde, de apenas 20 anos e sem nenhuma experiência profissional para a fogueira de um Ba-Vi, pode ter sido um bom combustível para Matheus escrever sua história no Leão.

*Sob a supervisão do editor Léo Santana