Viver Bem

Ter, 05/02/2019 | Atualizado em: 05/02/2019 às 05h08


Viver Bem

Cuide bem de seu intestino

Tânia Araújo
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Ontem foi o Dia Mundial do Câncer, e, como as estatísticas nacionais apontam, é necessário rastrear a doença logo no início. Segundo o IBGE, o Brasil conta com mais de 43,6 milhões de pessoas na idade contemplada pela política de prevenção do Câncer Colorretal (CCR) – de 50 a 75 anos. Se somada a população a partir de 45 anos, esse número salta para 56,9 milhões, um crescimento de 30%.

Para Ronaldo Taam, médico endoscopista e membro da Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (Sobed), a forma mais frequente de identificar o câncer colorretal é quando percebe-se a alteração do hábito intestinal, sangramento digestivo, cansaço pela anemia, perda de peso, além de outros sintomas. O especialista explica que o câncer geralmente se desenvolve a partir de uma lesão chamada pólipo. "Esta lesão benigna sofre um processo de degeneração para a malignidade e, a partir de então, ocorre um crescimento mais acelerado", conta.

"A agressividade do tumor depende de alguns fatores, entre eles o grau de diferenciação celular e o grau de invasão da lesão", alerta Taam.

Com os avanços da medicina, é possível tratar a doença de forma rápida. "O tratamento consiste na remoção do tumor, normalmente por cirurgia. Porém, pode ser endoscópica se a lesão for diagnosticada em fase muito inicial", afirma Ronaldo Taam.

O médico diz que existem exames que auxiliam na prevenção, como a pesquisa de sangue oculto nas fezes e a colonoscopia: "O câncer colorretal é o segundo mais frequente em mulheres e o terceiro em homens... O paciente em tratamento pode levar uma vida praticamente normal, tendo um ou outro desconforto com a adaptação da bolsa de colostomia, que varia de pessoa para pessoa, ao se considerar os aspectos psicológicos e os físicos".