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Seg, 04/02/2019 | Atualizado em: 04/02/2019 às 05h07


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Um tempo pra cada

Amanda Souza*
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Não dá pra dizer que foi um jogo morto. Apesar do empate em 1 a 1 no primeiro clássico Ba-Vi da temporada, na Arena Fonte Nova, Bahia e Vitória puderam mostrar às suas torcidas as "verdades" dos elencos.

A partida foi válida pela 3ª rodada da Copa do Nordeste. E, com este resultado, o Tricolor seguiu invicto nos últimos Ba-Vis: 11 clássicos sem perder para o maior rival.

O Bahia começou o duelo muito melhor. Por isso, foi o dono do primeiro tempo. Teve maior presença de área, mais velocidade e foi muito mais incisivo nas jogadas ofensivas.

Enquanto isso, o Vitória tinha sérias falhas de marcação, e, sem nenhuma precisão nas transições, se virou do jeito que deu. Ao contrário do que era aguardado, o Leão não esperou o adversário e saiu para o jogo, o que proporcionou também muitas oportunidades ao adversário.

Numa destas chances, Gilberto foi certeiro. Aos 18 minutos, o atacante aproveitou uma bola escorada por Artur e marcou um golaço de bicicleta para abrir o placar para o Tricolor. A esta altura, o tento premiava o ritmo de jogo imposto pelos mandantes.

O primeiro tempo seguiu sem muito a dar dos dois lados. O Vitória continuou perdido e o Bahia parava em dois detalhes: na incompetência das finalizações e no goleiro Ronaldo, que salvou o Vitória com boas defesas ao longo de todo jogo.

A primeira etapa terminou em um a zero e a provável bronca de Marcelo Chamusca no vestiário acordou a equipe rubro-negra. Em dois minutos do tempo complementar, o Vitória chegou duas vezes até a área tricolor.

Já o Bahia voltou em outro ritmo: sonolento, parecia acomodado com o resultado favorável, viu o Rubro-Negro crescer na partida e chegar, ainda que sem qualidade e definição, mais vezes perto do gol.

E aí brilhou a estrela do lateral-direito Matheus Rocha em sua primeira partida profissional. Aos 18 minutos, Yago cruzou na área, Gregore afastou de cabeça e, na sobra, o garoto chutou de fora da área, no ângulo de Douglas, para empatar o jogo.

O Tricolor ainda pressionou nos minutos finais da partida, mas não deu em nada. De saldo, deu pra rereconhecer a superioridade técnica do Bahia e a vontade do Vitória.

*Sob a supervisão do editor Léo Santana