Nas Ruas

Sáb, 02/02/2019 | Atualizado em: 02/02/2019 às 05h07


Nas Ruas

Iemanjá Homenagens e polêmica

Murilo Melo e Raul Aguilar
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As velas reluzem no horizonte quando ainda nem se viu o raiar do dia. Sofisticadas lanchas, barcos a motor e a remo sacolejam nas águas. Gente esparramada por toda parte se aperta nos muros, nas areias e à beira-mar. Todos ansiosos para ver a saída dos presentes. Para, se possível, entrar numa embarcação qualquer, ir até lá longe, onde acreditam que mora Iemanjá, e depositar, hoje, no dia da Rainha do Mar, buquê de flores, perfume, espelho, pente, pedido e dádiva para a Princesa de Aioká, Dandalunda, Inaê e Janaína, como também é conhecida. Na Bahia, a festa em homenagem ao orixá, que tem ares de mulher guerreira, vaidosa e mãe protetora, tem um quê a mais. Não à toa, um número incalculável de devotos do candomblé, da umbanda ou aqueles que sequer sabem o básico dessas religiões se reúnem onde houver água, seja no litoral, no Recôncavo, nas ilhas ou na capital baiana para presentear a mãe de todos os orixás, aquela que reina absoluta entre os seus súditos, os pescadores, filhos do mar.