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Sáb, 02/02/2019 | Atualizado em: 02/02/2019 às 05h07


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Funeral Medo invade o cemitério

ANDREZZA MOURA
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"Mamãe, como vai enterrar a flor? - ' A flor vai nascer, quando chover. Aí é um jardim, ela, agora, é um jardim'". Este foi o diálogo que a comerciante Jéssica Maciel Barbosa, 26 anos, teve com o filho mais velho, um garotinho de 5 anos, diante do túmulo da filha caçula, a pequena Ágatha Sophia Barbosa Soares, de apenas 7 meses.

O corpo de Ágatha foi enterrado ontem à tarde, no cemitério municipal de Plataforma, no Subúrbio Ferroviário, sob um clima de muita comoção, revolta e temor, já que, durante a cerimônia, dois homens, que foram identificados pelos presentes como sendo policiais militares à paisana, circularam pelas dependências do cemitério em atitude suspeita.

"Nem aqui temos paz. Eles vieram para nos coagir, para ver se alguém estava falando alguma coisa. Não basta o que fizeram...", desabafou um tio da criança.

Os homens, um vestido com calça jeans e blusa polo com listras azuis e brancas e o outro com calça branca e blusa branca, foram filmados pelo tio de Ágatha.

"Estava filmando, aí um veio e 'bafou' meu celular. Quando ele estava tentando apagar as imagens, 'bafei' o celular das mãos dele. Vou levar as imagens para a Corregedoria [Polícia Militar]. Se sumir alguém que estava no enterro, pode culpar eles [PMs]", afirmou o rapaz.

Após a confusão, os homens saíram sob vaias, mas retornaram no momento em que o corpo da garotinha estava sendo enterrado.