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Sex, 01/02/2019 | Atualizado em: 01/02/2019 às 05h07


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Lava Jato Propinas na Transpetro?

Estadão Conteúdo
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A PF deflagrou nova fase da Operação Lava Jato, a 59ª, que investiga supostos pagamentos de propinas do Grupo Estre a executivos da Transpetro, subsidiária da Petrobras. Estão sob suspeita contratos firmados entre 2008 e 2014 que somam R$ 682 milhões. As propinas chegam a R$ 22 milhões, segundo o MPF.

As investigações têm como base a delação premiada de Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro e mantido no cargo, à época, pelo PMDB (hoje MDB). Foram presos na operação, denominada Quinto Ano, o ex-presidente de empresas e acionista do Grupo Estre, Wilson Quintella Filho, e o advogado Mauro de Morais.

Terceiro alvo da operação, Antonio Kanji Hoshiwaka, também ex-executivo do grupo, é considerado foragido. Também foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão, todos expedidos pela 13ª Vara Federal de Curitiba.

Segundo o MPF, as propinas pagas por Quintella a Machado e seus emissários acontecia por meio de operações de capitais com o escritório Mauro de Morais Sociedade de Advogados. A banca recebeu, de acordo com a Procuradoria, R$ 22,3 milhões de empresas do Grupo Estre, entre 2011 e 2013, sem que tenha prestado qualquer serviço. Morais é apontado como suposto agente da lavagem de dinheiro.